10/09/2021 ás 14:50 por Cristiane Sathler

PERDAS – COMO DAR SENTIDO?

Nós somos seres compostos por sentimentos que nascem das relações que estabelecemos com objetos e pessoas, os quais são peças fundamentais e fazem parte de nossas vidas. Somos capazes de conquistar coisas e pessoas e nos apoderar delas, afinal possuímos uma necessidade de ter e de pertencer, logo nos tornamos dependentes emocionais desses com os quais nos relacionamos e criamos vínculo. Porém, existem aspectos que são inerentes ao ser humano, os quais são verdades e fatos que, querendo ou não, fazem parte e são características da vida humana, como por exemplo, perder nossas conquistas e nossos relacionamentos e sofrer por essas perdas e não saber o que fazer para conseguir continuar a viver sem o objeto perdido. Segundo Oddone etal (2008, p. 22) “não nos preparamos para perder ou morrer”. 

É fato que achamos que certas coisas nunca acontecerão conosco. Vivemos uma falsa invulnerabilidade desconhecida até nos depararmos com nossa fragilidade. É lógico que ninguém deve viver achando que algo terrível irá acontecer, pois isso não seria saudável. Viver sempre em alerta, de forma negativa como se esperasse alguma coisa séria e ruim acontecer, se preparando para o acaso, não é recomendável. Porém, por vivermos desatentos a isso, somos pegos de surpresa e somos obrigados a passar por momentos inusitados, impensados, sem nunca termos sido preparados para tal. Não me refiro apenas a casos extremos de emergência, mas sim a qualquer situação que nos faz refletir a vida, os valores, as crenças, pois assim como as grandes perdas, essas situações nos convidam a movermos em novas direções. 

Infelizmente, muitas pessoas sofrem por não pensarem que essas verdades e tais acontecimentos são comuns a todos, por não se permitirem mostrar fraqueza, afinal muitas vezes não há espaço para isso e outros se acomodam em suas tristezas preferindo tomar o papel de vítima. Sofrem principalmente por não se permitirem enlutar-se, por não saberem se defender das adversidades da vida e por não se sentirem compreendidos, mas também por não quererem pedir ajuda num mundo tão individualista e competitivo. Sofrem também porque não possuem acesso a ajuda por diversos motivos. Ainda segundo Oddone etal, (2008, p. 21), “A pessoa que vive um processo de luto necessita da confirmação de que não está sozinha e de que é amada e deve inevitavelmente… se concentrar, para direcionar suas energias para lidar com a situação”. As pessoas, até as mais resilientes, podem sofrer por se sentirem sozinhas e por acharem que não possuem uma saída para sua dor e que estão condenadas a viverem assim sem alternativa. Será que precisa ser assim? Será que não existe algo que possa dar esperança a todos os que sofrem grandes perdas e mudanças? Será que essas pessoas conhecem as alternativas e possuem acesso a elas? Ou será que é mesmo o fim da alegria e da vontade de viver? 

DESCREVENDO PERDA E LUTO

É de conhecimento de todos que não faz parte da cultura brasileira o falar sobre a morte e, muitas vezes, externar o sofrimento é entendido como um sinal de fraqueza e de pouca capacidade. Quem tem facilidade de demonstrar fragilidade numa cultura que preza pela conquista, pela beleza em todos os aspectos e onde a vitória é dos melhores e dos fortes? Quem gosta de falar sobre perdas ou morte? Na verdade não nos é ensinado a falar sobre perdas ou morte, muito menos como devemos externá-las e enfrentá-las. 

Quais são as dificuldades e as perdas que possivelmente enfrentaremos na vida, mas principalmente, quais são aquelas das quais não escaparemos? A morte é um desses aspectos que fazem parte de nós, então melhor seria se pudéssemos tratá-la de forma natural. Estar diante da nossa morte é estar diante da realidade de finitude da vida, sobre a qual não temos escolhas, apesar da liberdade que temos de tomar decisões e de sermos responsáveis por nossas ações, a fim de construirmos nossa própria vida (visão existencialista do filósofo francês Jean Paul Sartre). 

Perdas, mortes, luto, situações traumáticas e outras, para algumas pessoas que já nascem e vivem num cenário adverso de dor e sofrimento, são encarados de forma mais natural do que para outros que nascem em lares superprotetores, onde o sofrimento é minimizado por uma realidade completamente diferente e às vezes até fantasiosa. Porém, seja qual for o cenário, a angústia causada pela vulnerabilidade e pela impotência diante desses fatos é vivenciada por todas as pessoas (exceto em alguns casos de pessoas com graves distúrbios mentais ou psicopatologias severas como, por exemplo, o psicopata). O que difere um do outro é na verdade a capacidade para, após sofrerem impactos emocionais, conseguirem retornar ao estado de saúde e de equilíbrio emocional e espiritual, sendo capazes de suportar e aceitar as mudanças, se reerguendo, retomando as rédeas da vida. A esta capacidade humana, dá-se o nome de resiliência.  

A vivência de uma perda é mais que uma dor ou sofrimento, é um processo emocional de luto, e conforme mencionado por Casellato (2005, p. 20) “o luto é um processo normal e esperado de elaboração de qualquer perda e é importante para a saúde mental, na medida em que proporciona reconstrução de recursos e adaptação às mudanças”. Seu enfrentamento possibilita também, que conquistemos a confiança de sermos capazes de superar as demais perdas, além do que, permite encontrar um lugar em nossas vidas para pessoas que amamos e perdemos. Vale mencionar que esse processo é individual e, ao mesmo tempo, social e de todos os membros da família. 

Como aponta Bowlby (1990, p. 21), “o processo de luto pela perda definitiva de um vínculo afetivo, principalmente de uma figura de apego, pode dividir-se em quatro fases principais a saber”, a fase de torpor ou aturdimento, a fase de anseio ou protesto, a fase do desespero e a fase de recuperação e restituição. É fundamental lembrar que essas fases foram descritas desta forma por Bowlby (1990, p. 22) “para favorecer a compreensão do processo, porém, não necessariamente acontecem nessa ordem ou com esta duração, pois vai depender das variáveis de cada indivíduo, o que torna a perda um processo único”. Imagino que é possível minimizar a dor e a angústia ao enfrentar a perda, se já for do conhecimento da vítima que será necessário e inevitável passar por esse processo de luto, para o qual, segundo Casellato (2005) são esperadas algumas reações de luto como: sentimentos de choque, profunda tristeza, culpa, raiva, agitação, ansiedade, desamparo e solidão. As sensações são de vazio no estômago, de aperto no peito, falta de ar, fraquezas musculares, falta de energia e suscetibilidade a doenças (baixa imunidade). O indivíduo fica confuso, descrente, com dificuldade de concentração e déficit de memória. Seu comportamento sofre alterações como: perda ou aumento do apetite, distúrbio do sono, aumento do uso de substâncias, álcool e fumo, isolamento social e o indivíduo fica “desligado” do mundo, segundo Rando (1993). Segundo Casellato (2005), o luto, de modo geral, é um tema que, a menos de duas décadas, passou a ser objeto de pesquisa, especificamente no campo da psicologia, porém, é um aspecto fundamental para a compreensão de questões básicas relacionadas ao desenvolvimento do ser humano e a sua capacidade de formar e romper vínculos durante sua vida. Não posso deixar de mencionar neste trabalho, apesar de ainda pouco mencionado nas literaturas brasileiras e, por ser um conceito ainda a ser explorado, o luto não reconhecido socialmente.

O luto não reconhecido refere-se à dor da perda vivenciada, a qual não é reconhecida pela sociedade, portanto, não é dado o devido espaço ao indivíduo para enlutar-se, ou expressar tal perda, o que compromete ainda mais o enfrentamento e a elaboração da perda. Segundo Doka (1989 apud Casellato, 2005, p. 25) “qualquer sociedade tem um conjunto de normas ou, ainda, “regras de luto” que estão a serviço de especificar quem, quando, onde, como, por quanto tempo e por quem devemos expressar sentimentos de luto e pesar”. Porém essas normas, nem sempre correspondem à natureza da perda, ou ao grau do vínculo ou apego do enlutado em relação ao objeto perdido. Como menciona Casellato (2005), o luto não reconhecido pode acontecer, por exemplo, quando o relacionamento não é reconhecido, como no caso dos amantes ilícitos. Quando a perda não é socialmente considerada como no caso do aborto, ou rompimento de vínculos amorosos (namoro e casamentos legais ou não), ou perda de status ou aposentadoria.    

As regras e os rituais existentes em cada sociedade não dão conta dessas situações não reconhecidas como perdas legítimas. Tratam-se então de experiências extremamente difíceis que serão vivenciadas de forma isolada por aqueles que sofrem e não são compreendidos ou amparados no meio onde vivem. Isso poderá desencadear um luto complicado, podendo causar situações de traumas. Também por não se permitir que seja revelado ou manifestado, justamente porque a sociedade não o aceitará. O luto não reconhecido socialmente pode trazer sérias consequências ao enlutado, tais como: embaraçamento, isolamento, inibição da expressão de crenças, a não ressignificação da perda, repressão da dor e o não compartilhamento desta, a negação de um lugar ou de um momento para sentir o luto, problemas legais, econômicos e emocionais, pois o sufocamento das emoções (citadas anteriormente) pode acarretar intensificação e prolongamento da dor (luto complicado – Gilbert, 1996).    

Como citado anteriormente neste artigo, também precisamos considerar que cada pessoa reage ao luto de forma singular, sendo normais as reações de acordo com as fases do luto. O melhor e o esperado é que todos passem por ele, experimentem este momento cada um no seu tempo, sem chegar ao luto complicado. Segundo Oddome etal, (2008, p. 28), “não existem razões para a morte, pois, como se disse anteriormente, a morte é uma vivência”.

De fato a morte faz parte da vida e é algo pelo qual todos passarão. Então, ou sentiremos a dor da partida de outros ou os outros sentirão a dor da nossa falta. Porém, qual é o olhar que se coloca sobre a morte, como se passa por ela e o que se leva dessa experiência é o que mostra a diferença que há entre as pessoas. Seguindo esta idéia de vivência, cito o exemplo vivido por Frankl (2010, p. 102) no campo de concentração, quando mencionou: “Em última análise, viver não significa outra coisa se não arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas colocadas pela vida a cada indivíduo, pelo cumprimento da exigência do momento”. 

RESSIGNIFICANDO A PERDA 

Transcender ao sofrimento é o que se busca em meio ao desespero e a confusão emocional que se instala com a perda. O trabalho com o enlutado implica revelar que o objeto do investimento emocional não existe mais ou não está mais acessível. A aceitação dessa realidade permitirá ao indivíduo que sofre dirigir sua atenção e emoção para outras relações afetivas. Logo, a pessoa pode se reorganizar emocionalmente, diante do vínculo rompido e continuar a viver. Oddone e Fukumitsu (2008, p. 27) mencionam que Permitir-se sentir dor é uma maneira de lidar com o luto. O desafio é descobrir como honrar a dor, enquanto restauramos a fé e nossa esperança de viver”. Mas como restaurar a fé e a esperança em meio ao total desespero? Como se busca forças internas para lutar?

Não podemos desconsiderar que o luto é algo que leva tempo para que seja totalmente vivenciado. A famosa frase “o tempo cura” citada tantas vezes de maneira banalizada, permanece verdadeira, pois o tempo aliado ao acolhimento apropriado e uma atitude dialógica por parte do terapeuta, facilitará e permitirá a passagem do sujeito por essas fases inevitáveis e incontestáveis do luto. Sendo assim, devemos considerar que o tempo deve ser inserido no processo de cura e é algo subjetivo, como citado no exemplo da experiência de Fukumitsu (2004, p 27) que relatou: “Foi então que aprendi que tudo tem seu tempo de maturação e que, por muitas vezes, a maior batalha que precisei enfrentar encontrava-se dentro de mim mesma. Batalhei para transcender a experiência e para descobrir minha condição de ser-no-mundo”. 

Esta restauração do controle sobre nós mesmos, sobre as relações afetivas e com o mundo, a qual é tão esperada por quem sofre e por quem ajuda, necessariamente passa pela ressignificação do ocorrido. Busca-se respostas pelo sentido da vida, respostas para o “por que” e ou “pra quê”, a fim de dar cabo da angústia causada por não se entender tal acontecimento absurdo. É a vida quem nos faz essas perguntas, as quais segundo Frankl (2010, p. 102), “precisamos responder, dando a resposta adequada não através de elucubrações ou discursos, mas apenas através da ação, através da conduta correta”. 

Segundo Casellato (2005, p. 20), “o processo de luto é necessário na medida em que nós precisamos dar sentido ao que aconteceu em nossas vidas e retomarmos o controle sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre as relações afetivas”.  O dar sentido as perdas, ou ressignificá-las parte de um princípio de que não podemos deixar de olhar para trás e nos agarrar a tudo o que já construímos e vivemos, ou seja, não podemos deixar de considerar nossas lembranças, pois segundo Oddome e Fukumitsu (2008, p. 19), “as lembranças são as únicas coisas que restam depois da morte, ou seja, é preciso viver para ter lembranças”. Da mesma forma como citou Frankl (2010, p. 107), “Aquilo que realizamos na plenitude de nossa vida passada, na abundância de suas experiências, essa riqueza interior nada nem ninguém nos podem tirar”. E, além disso, também precisamos olhar para frente, ter um alvo e buscar metas para conseguirmos retomar a vida. De acordo com o relatado por Frankl (2010, p. 103), “O que nos importava era o objetivo da vida naquela totalidade que inclui também a morte e assim não somente atribui sentido à “vida”, mas também ao sofrimento e à morte. Esse era o sentido pelo qual estávamos lutando!”.  

Tomando como exemplo a experiência de Vitor Frankl no campo de concentração, com a qual podemos fazer uma analogia aos acontecimentos de grandes perdas vividos por todo ser humano, os sentimentos experienciados eram de impotência, abandono, desespero e total falta de afeto. O que predominava era a ausência de esperança de vida ou alguma coisa que os fizessem querer continuar a viver. Segundo Frankl (2010, p. 104), “nada mais tinham a esperar da vida”. Importava mostrar que a vida esperava algo deles, e algo na vida, no futuro estaria esperando por eles”. Quando se tem uma meta ou “algo a que se esperar”, ou quando a pessoa se dá conta de que é o responsável pela mudança que está dentro de si, que ele é um ser único e quando se entende que vale a pena viver pelos que estão à volta, jamais se pensa em desistir ou jogar a vida fora. E ao contrário, isso provoca uma força interior capaz de fazer a pessoa desejar “dar a volta por cima”.

Esse fato de cada indivíduo não poder ser substituído nem representado por outro é, no entanto, aquilo que levado ao nível da consciência, ilumina em toda a sua grandeza, a responsabilidade do ser humano por sua vida e por sua continuidade. A pessoa que se deu conta dessa responsabilidade em relação à obra que por ela espera, essa pessoa jamais conseguirá jogar sua vida fora. Ela sabe do “porquê” de sua existência – e por isso também conseguirá suportar quase todo “como”. (Frankl, 2010) 

De fato não é uma tarefa fácil, mas com a ajuda psicoterapêutica, esse caminho se torna menos complicado e mais suave. Sendo Vitor Frankl, psicólogo no campo de concentração, ele buscava de alguma forma exercer o papel de ajudador, sempre considerando o exemplo maior do que as palavras, porém essas precisavam muitas vezes ser utilizadas 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É compreensível que algumas pessoas, até mesmo aquelas mais resilientes, evitem falar sobre seus sofrimentos ou suas lembranças traumáticas, preferindo ficarem sozinhas tendo como objetivo esquecer a situação difícil que estão experimentando. Paradoxalmente, ficar em silêncio não impede que as lembranças e as emoções dolorosas se manifestem com toda a sua potência e, mais grave ainda, não evita o processamento do que pode se tornar um trauma, não permite a reestruturação do fato pelo indivíduo e a sua superação. O discurso, e a fala, são curativos, e muito mais eficazes quando esta conversa é um diálogo orientado pelo psicólogo que busca a superação daquele que sofre. É importante que essa conversa com o profissional qualificado tenha uma orientação ao aprendizado e a superação da dificuldade de retornar a vida. Dar sentido às perdas, é de fato uma necessidade humana, logo, o papel do psicólogo é, na maioria desses casos, ajudar as pessoas que o procuram a se organizarem, a se fortalecerem e a buscarem um novo olhar sob suas vidas, novas metas e perspectivas de futuro. Então, como agir nesse sentido? Faço minhas as palavras ditas por Fukumitsu (2008, p. 23), “Sou questionada frequentemente sobre o modo de trabalhar com clientes que vivenciam o processo de luto, e minha resposta é que costumo adotar três condutas terapêuticas: admiração pela vida, consideração pelo outro e permissão para sentir dor”. 

Termino este artigo citando parte do texto do livro “Em busca de sentido” de Viktor Frankl, o qual me impactou:

Dei a entender que a vida humana tem sentido sempre e em todas as circunstâncias, e que esse infinito significado da existência também abrange sofrimento, morte e aflição. Pedi àqueles pobres coitados, que há tempo me escutavam na escuridão total do barracão, que olhassem de frente para a situação em que estávamos, por mais difícil que ela fosse, e não desesperassem, mas recobrassem o ânimo, cientes de que, mesmo perdida, a nossa luta, nossos esforços não perderiam seu sentido e dignidade […] Dar a esta vida, aqui e agora naquele barracão, naquela situação praticamente sem saída, esse sentido último, foi o propósito das minhas palavras”. (Frankl, 2010, p. 109)

BIBLIOGRAFIA

BOWLBY, John. Apego e Perda: perda, tristeza e depressão (vol.3). São Paulo: Martins Fontes, 1990.

BOWLBY, John. Apego e Perda: apego, a natureza do vínculo (vol.1). São Paulo: Martins Fontes, 2002.

CASELLATO, Gabriela. Dor silenciosa ou dor silenciada? perdas e lutos não reconhecidos por enlutados e sociedade. Campinas: Livro Pleno, 2005, p.15-34. 

DOKA, Kenneth. Disenfranchised Grief: recognizing hidden, sorrow. Nova York: Lexington Books, 1989.

FRANKL, Viktor. E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. (29ª ed. revisada) Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

FUKUMITSU, Karina Okajima. Uma visão fenomenológica do luto: um estudo sobre perdas no desenvolvimento humano. Livro Pleno, 2004.

ODDONE, Hugo Ramón Barbosa; FUKUMITSU, Karina Okajima; PRESTRELO, Eleonora Torres; TAVARES, Glaucia Resende. Morte, Suicídio e Luto: estudos gestálticos. Campinas: Livro Pleno, 2008.
RANDO, Thomas A. Treatment of Complicated Mouring. Illinois: Research Press, 1993, p.393.